sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Viagem que Quase nao Aconteceu

*Foto obtida via internet*


Eu sempre tive vontade de visitar o Egito. Conhecer de perto as famosas pirâmides e refazer alguns dos passos de Santiago no conto O Alquimista de Paulo Coelho.

Em intercambio na Nova Zelândia eu me perguntava se seria possível viajar de volta ao Brasil fazendo uma ‘paradinha’ por lá. Rodando o mundo (no sentido de dar a volta, pois vim pelo Chile) no processo.

Eis que um dia resolvi tornar a inspiração em ação. Consultei a Flight Centre (uma agencia de turismo – Auckland, NZ, Queen Street) sobre os custos de uma viagem assim. Vendo que não seria tão caro quanto pensava me animei ainda mais! E junto de Fenton, o cara que acertava as coisas para mim na agencia, tracei o rumo de volta ao Brasil fazendo escala no Cairo para passar 4 dias, e, de quebra, conhecer Dubai (ou, ao menos, o Aeroporto!)

A primeira barreira para realizar essa vontade foi o dinheiro. Eu não tinha nenhum. Quer dizer, tinha, mas comprando o pacote inteiro não me sobrava nada para manter-me em intercambio. Com um acordo com meu pai, seguido de certa redução de gastos, esta situação se resolveu, era apenas uma questão de salvar o $ da última bolsa para paga-lo de volta. Usei o que já tinha e comprei a viagem (alguns preços irei dizer outros prefiro guardar 'a mim). Primeiro as passagens, depois hotel e Tour além de transporte do/até o Aeroporto do Cairo. Quem diria? Estava tudo acontecendo!

Admito que repensei várias vezes sobre a viagem. Dever dinheiro, passar sufocos, nada disso são coisas prazerosas, mas, assim como Santiago foi testado, também fui e ultrapassei esses momentos com um sorriso após vencer as batalhas.

Porem...

Justo após conseguir minha vacina de Febre Amarela (precisa-se dela para visitar o Egito – não só por uma questão de cobrança, mas segurança!) veio a pior das notícias possíveis:

Um avião Russo caiu na Península de Sinai matando 224 passageiros. Apesar dessa notícia por si já assustar (visto que meu voo sobrevoaria o local do acidente), adicione o fato de que o Estado Islâmico declarou ter sido o responsável para ter uma ideia da gravidade. Isso me fez repensar duas até quatro vezes em desistir de vez. Sou louco por aventuras, mas talvez realmente não fosse a hora, ao menos não se o custo fosse a minha vida. Mesmo que um raio não caia duas vezes no mesmo lugar, segundo dito popular, era irreverente ao mesmo que temesse o pior. Por isso digo: “Ir ao Egito foi a melhor burrada que eu já fiz” no sentido que desejava ir, mas considerando o panorama geral, não era nem de longe a melhor hora.

Como podem ver, essa segunda barreira pesou mesmo sobre mim. Mas eu logo me lembrei de outra passagem do livro de Paulo Coelho que diz que perto de realizar os nossos sonhos somos verdadeiramente testados e é quando não podemos recuar! Ou, seremos para sempre arrependidos.
Sei que é inocente basear-se em um livro quando o assunto é sério, mas eu já havia chegado até ali, feito todo o necessário, era mais do que querer ir, precisava ir! Por mim e para mim mesmo.

DIA 1

Trecho 1 > Auckland p/ Melbourne

A viagem até Melbourne foi tranquila. Um voo de 5 horas é fácil sobreviver. O único baixo foi ter que deixar meu violão para trás na Nova Zelândia, por conta das regras de bagagem, lamentável. Por sorte tive amigos com quem contar com isso, alguém para buscar (valeu Alan!!) e para guardar em casa por mim (valeu Fe e Laercio!). Fica aqui meu salve para estas incríveis pessoas.
Voei com a Emirates, o avião A380-800, gigantesco, dois andares. Cadeiras confortáveis equipadas para tudo. O único problema são os 8 banheiros para 800 passageiros, mas não é um hotel voador também!

Agora estou no Aeroporto de Melbourne, comendo uma pizza ruim e esperando minha conexão. O próximo voo, não sei como vou conseguir!

Trecho 2 > Melbourne p/ Dubai

Melbourne para Dubai. Extenso. 14h de voo, 14h confinado no mesmo espaço, não podendo deslocar mais que alguns metros para trás e para frente. Mesma cadeira, diferentes vizinhos. Mas tudo bem, me senti bem preparado dessa vez. Celular com bateria carregada, contendo quase 7h de música (se não mais). Um livro de bordo (‘Moby Dick’ – em inglês, versão original) para alternar e uma gama incrível de filmes disponíveis na TV do acento.

As horas passaram. Não muito rápido, não muito lento. Enfim, cheguei. O Aeroporto de Dubai é grandioso! Para se ter uma ideia, levei quase 30 min a passos rápidos para ir do Desembarque até o portão C-23 onde pegaria meu próximo voo. Apenas na volta vou poder observar em detalhes, agora sigo para a próxima escala, que, em dentro de 3h me levará ao destino final (desta primeira parte): Cairo.

Trecho 3 > Dubai p/ Egito

Voo tranquilo, famoso “só para completar”. Embora, ao sobrevoar a Península de Sinai não consegui deixar de lembrar do acidente, passei um pouco aflito. O resto do tempo alternava entre ler meu livro, jogando xadrez - perdendo pela falta de pratica! - e assistindo ao velho Cartoon do Tom & Jerry que tinha disponível, bom para dar risadas.

*Nota: fazendo o mesmo trecho, procure sentar na fileira da esquerda, assim ira conseguir ver, mesmo que brevemente, o prédio mais alto do mundo.

Cairo: Chegada

Que choque de realidade! A começar pelo aeroporto. Nos arredores só se vê prédios velhos e areia vermelha, nada além disso!

Ao desembarcar tive a sorte de encontrar o meu ‘taxista’ antes de obter o visto no passaporte! Cabeção aqui ouviu que precisava de 25 $ para conseguir o visto e achou correto trazer já convertidos para Libras Egípcias. Quase um total desastre! Fui salvo pela boa alma do ‘guia/taxista’ que não era bem guia e sim o encarregado do meu transporte até o hotel, agendado ainda em Auckland. Então aqui vão as duas primeiras dicas ao se visitar o Cairo:

1-      Se não possuir visto, traga 25 $ contigo, e não o equivalente em Libras Egípcias!

2-      Não confie nos taxistas, faca como fiz e reserve todos os seus transportes antes da viagem e com grandes empresas. Recomendo (e usei) a: TravCo.

Continuando. Por ser brasileiro fui revistado 'a bagagem devido a dois incidentes prévios a minha chegada com pessoas carregando o mesmo tipo de passaporte, uma destas, de acordo com meu guia, carregava 3Kg de maconha! Muito azar (para mim)! Tive que passar o nervoso de ver eles desmontando aquela mala que preparei milimetricamente. Sem contar o descaso com meus pertences e lembranças. Mas é em prol da segurança, compreensível.

Saindo do aeroporto (finalmente) Fui apresentado a um ótimo guia – Mohamed – que me informou todo o necessário e me ajudou com o Check in/out do hotel, além de agendar duas atividades para os meus dias livres e me ensinar a dizer ‘Obrigado’ e ‘Não. Obrigado’ algo como: ‘Shukram’ e ‘La. Shukram’. Ele também me alertou dos taxistas, novamente, recomendo muito a companhia TravCo. Seus funcionários têm excelente competência, falam inglês fluente e outras línguas. 

Rio Nilo que corta a cidade do Cairo.

Não só eles, mas também recomendo o Resort que fiquei, Pyramids Park Resort. Por menos de 400 $ (4 dias) você consegue ter todo o conforto que precisa. Confira no vídeo ao final da postagem.
Agora sigo para meu merecido descanso. Amanhã, irei para o primeiro Tour, o mais esperado.

*Nota: Durante o primeiro dia, registrei os momentos em videos, por isso a falta de fotos. Isso sera' recompensado amanha e com a montagem que farei no final.

*Nota: Se voce e' recem chegado como eu, vai se espantar com o transito! Um verdadeiro caos!

Até Breve!
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DIA 2: PIRAMIDES

Hoje separei o dia para visitar uma das 7 maravilhas do mundo antigo. Sim, estou falando delas, as Pirâmides de Giza.

Tendo reservado um tour ainda em Auckland pela Flight Centre, tive apenas que esperar a companhia EMECO TRAVEL me buscar no hotel para o passeio. Eles são pontuais, 9am estavam lá. Todo o tour custou 163 $.


Saímos do Pyramids Park Resort onde estava hospedado e seguimos em direção de Giza, a zona oeste da cidade. Era uma manhã um tanto feia na verdade, havia muita poeira e fumaça no ar. Uma rápida pesquisa na internet me mostrou o porquê. Aparentemente nos meses de outubro e novembro (Outono no Egito) os fazendeiros das plantações de arroz ao redor queimam suas lavras causando esse fenômeno. Em parte, também, essa neblina cinza é devido a umidade da esta
ção e ao fato da cidade do Cairo estar localizado próxima do Deserto do Saara, e demais regiões ao redor onde todo o chão é areia e não se vê verde em Km.
Após enfrentar 20min do transito caótico de Cairo, cheguei no local onde da acesso a Área das pirâmides. Já podia vê-las mais de perto. Imensas estruturas em blocos que datam mais de 4000 anos. Fantástico.

Do lado de fora, minha guia começou com as explicações que se seguiram durante todo o tour. Seu inglês era fluente e não tive dificuldades para entender tampouco me comunicar. Aqui vão algumas das curiosidades e fatos que pude me lembrar:




 - As 3 Pirâmides pertenceram a 3 Faraós do Egito de mesma linhagem. A primeira pertenceu a Khufu e é considerada a maior, em seguida, e em ordem de tamanho, temos a de Khafre e Menkaure. O motivo destas possuíram tamanhos diferentes é porque os filhos dos Faraós, em respeito aos seus pais, construíram tumbas menores para si, mantendo a hierarquia e a lembrança.

- Ao lado da Pirâmide de Khufu existem 3 pequenas pirâmides que foram construídas para sua filha, mãe e irmã. O fato destas serem menores representa a diferença de sexos e poder existente naquela época.

- Tanto o triangulo como a forma de pirâmide são considerados sagrados no Egito. Representam a ascenção e queda do sol, assim como seu ciclo e a ideia de eterno. Apenas aos faraós eram permitidas tumbas com este formato, os demais membros da sociedade possuíam tumbas 
retangulares.

- A segunda pirâmide - Khafre - é a única com o topo intacto – preservado – da maneira como foi construída. As demais sofreram de colapsos ou deslizamentos com o passar dos anos.



- Para a construção das pirâmides, os trabalhadores precisaram das inundações anuais do Rio Nilo que permitiam os transportes das enormes pedras - de até 2 Toneladas – até a região. A construção durou em média 20 anos, cada, pois o trabalho se deu apenas durante 3 meses em cada ano.

- Existe uma pré-suposição de que as pirâmides apontam para o cinturão de Orion.

Também paguei (100 L.E - estudante) para entrar na pirâmide de Khufu. La, porém, não é permitido tirar fotos. Você passa por um curto corredor, sobre uma escadaria estreita e bem inclinada até chegar na câmera do Faraó, que se encontra vazia, infelizmente. Mas é uma experiência interessante para se viver.
Saindo da pirâmide, e depois de tirar fotos com algumas meninas que nunca haviam visto um homem como eu em seu pais (normal por aqui). Minha guia arranjou um passeio 'a camelo em volta das pirâmides por 200 L.E (Libras Egípcias).

*Nota: todos, mas todos mesmo, os preços aqui são negociáveis. Fique atento apenas com os espertinhos que querem te passar a mão. Estão sempre pedindo dinheiro em troca de favores.
Combine tudo antes e pague sempre no final, se possível.

Um pouco mais longe de toda a movimentação turística consegui tirar boas fotos junto do camelo
Bangaloo

*Nota: Existe muito descaso nessa are
á. Primeiro com a limpeza, facilmente ir
á encontrar lixo espalhado no chão ao redor. Em segundo com os animais, cavalos são chicoteados sem piedade, camelos malcuidados e estocados juntos. Vi por dois momentos estes animais se maltratando (um ao outro) ou tentando romper suas amarras devido ao stress que sofrem.

Depois disso, e de ter pago uma gorjeta ao meu guia (já era esperado!) me encaminhei até a Esfinge junto de minha guia. Primeiro, na base, ela me explicou o processo de mumificação. Segue:

- Para a mumificação é feita inicialmente uma incisão no lado esquerdo do abdômen do defunto e em seguida retirado todos os órgãos. Após retirada dos órgãos s
ão colocados diferentes tipos de sais que visam a preservação dos demais tecidos. Órgãos como fígado; estomago; intestino e pulmoes são colocados em jarras e levadas até o sarcófago para serem enterradas junto com o corpo. O coração permanece dentro do corpo. O Faraó sempre é coberto por joias e recebe um coroa antes de ser enterrado.

* Nota: no mesmo local onde é realizada a mumificação haviam dezenas de est
átuas dos Faraós que, infelizmente, foram retiradas e transportadas a diversos museus espalhados pelo mundo (maioria na Europa)




O próximo monumento da lista era a Esfinge. A Esfinge é representado pela figura de um Homem no corpo de Leão. A cabeça de homem representa a sabedoria enquanto o corpo de leão representa poder e bravura. Ela mantem-se como guardiã das pirâmides e dos Faraós. Possui cerca de 20 metros de altura por 60 de comprimento.

No passado, a mesma foi quase completamente coberta pela areia do deserto. O nivel da areia chegou até seu pescoço, o que deixou marcas e um claro diferencial nas cores da pedra, sendo em cima mais escuro pela maior exposição ao sol. Quando as escavações começaram, para remover a areia, que a câmara onde ocorre a mumificação foi descoberta. Existem 3 partes da cabeça da Esfinge faltando. A primeira é sua coroa, que se perdeu. A segunda, a barba, esta se encontra em exposição em um museu britânico. A terceira, o nariz, foi danificado pela invasão turca.

Assim que cumpri minha parte visitando uma das 7 maravilhas do mundo antigo, segui roteiro até a casa do papiro. Onde o papiro é fabricado através de uma planta. O processo você pode acompanhar no vídeo abaixo que gravei em inglês:



Após essa incrível visita, voltei ao hotel onde resolvi passar o resto do dia descansando para amanhã. Por tanto, uma nova atualização seguirá!


MELHORES FOTOS DO DIA:










Até Breve!
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DIA 3: CAIRO MUSEUM



Hoje tirei o dia para visitar um dos mais importantes museus de que se tem conhecimento, o Cairo Museum. O Museu do Cairo encontra-se no centro da cidade. Perto dos parlamentos e da praça central. Também não muito distante da Casa de Opera e da Torre de Cairo – fotos ao final.

*Nota: se deseja, realmente, conhecer o Museu do Cairo, reserve seu final de semana inteiro! Existem muitas peças em exibição e uma gama enorme de detalhes para aprender. O museu é bastante movimentado, se fizer um passeio não guiado fique esperto com os tours que ocorrem lá dentro para absorver conteúdo!

Infelizmente, dentro do museu não é possível tirar fotos, tanto com a câmera como com o celular. Apesar de não confiscarem, não é seguro tentar qualquer coisa dentro do mesmo.

Com a ajuda de meu guia Mohamed, da TravCo, passei por entre os monumentos mais famosos e importantes ali expostos. Seria um pecado, da minha parte, tentar descrever o que vi, pois jamais irei conseguir lembrar de tudo, mas ainda assim farei meu melhor. Segue:

- A primeira peça importante em exibição no museu é a Pedra da Roseta que permitiu‘a Jean-Francoise Chapollion compreender o alfabeto egípcio antigo comparando-o com o latim. A pedra que se encontra no museu é na verdade uma réplica. A original se encontra em um museu britânico. Os franceses ‘a descobriram em Alexandria e eventualmente foram roubados pelos atuais portadores.

- O Egito antigo era dividido entre duas partes, Sul e Norte, ou Alto e Baixo Egito. O rio Nilo que corta o país desce em direção a Alexandria por isso esta denominação. Existem duas plantas que representam as regiões, primeiro o Papiro, fundamental para a sociedade egípcia, que representava o Norte – Baixo Egito. A segunda é o Lírio que representava o Sul – Alto Egito. Cairo tambem era divido pelo Rio Nilo entre a 'Cidade dos Vivos' e a 'Cidade dos Mortos'. 

- Durante o reinado do Rei Djoser que ambos os reinos foram unificados.

- Existem diversas cidades ao longo do curso do Rio Nilo. Ao sul, em uma destas, que eram extraídas e embarcadas as pedras utilizadas nas construções – incluído as pirâmides.

- Em referência as estátuas dos Faraós:

    > Muitas das estatuas representando Faraós possuíam a perna esquerda à frente do corpo. Este   movimento demonstra que o mesmo estava vivo. Esta postura também emboça poder e demonstra a localização do coração no lado esquerdo do corpo – como uma referência.
    > São sempre retratados com uma saia e o peito exposto para mostrar os músculos peitorais
    > A cabeça recebe – quase sempre – uma barba estendida que representa sabedoria, como na Esfinge. Além disso, uma barba encurvada pode simbolizar tanto o fato deste ter morrido em batalha ou simplesmente não ter sido sábio na tomada de decisões. As duas coroas denotam sua soberania sobre o Alto e Baixo Egito. Não existiam buracos ou frestas nas esculturas, nem mesmo em suas mãos – por isso parecem sempre carregar algo – pelo motivo de que estas trariam fraqueza a região, podendo vir a ceder com o tempo.

- Os escribas eram representados com as pernas cruzadas e sobre elas o papiro onde registravam as palavras em hieróglifos. Assim como os Faraós, estes possuem apenas uma saia e peruca com o peito exposto. Era uma profissão muito respeitada devido a liberdade concedida aos escritores.

- As estátuas de crianças são de fácil identificação: (1) São representadas com cabelos longos (2) estão chupando o dedo da mão (3) para demonstrar pureza e inocência são representadas nuas.

- As tumbas também possuem padrões. Em primeiro lugar, o rosto esculpido do defunto para que possa ser identificado. Em segundo, algumas possuíam portas falsas onde acreditava-se que os espíritos dos pássaros traziam as flores de lírio e papiro para que, na vida após a morte, o Faraó pudesse sentir o cheiro do ar puro.

- O coração permanece dentro do corpo do Faraó durante o enterro.

- Existem, espalhadas pelo museu, pequenas estatuas de trabalhadores que eram responsáveis pela produção de cerveja e trigo (pão). As mesmas costumavam ser colocadas dentro do sarcófago para levar comida e refresco eterno ao mumificado.

- Já naquela época existiam camas dobráveis que eram levadas em caçadas. As camas geralmente possuíam pés de leões.

- A maior coleção do Faraó Tutancâmon se encontra neste museu.

> Tutancâmon foi um Faraó peculiar. Começou seu governo com 9 anos de idade e morreu muito cedo, aos 19 anos – 10 anos de reinado. Sua câmara permaneceu escondida por muitos anos e nunca foi roubada devido ao fato de outro Faraó ter construído a sua logo acima, não intencionalmente.
> Milhares de artefatos foram encontrados juntos da câmara. Incluindo 365 estatuas de guardiões, um para cada dia do ano. – os egípcios estão entre as primeiras civilizações a utilizar da astrologia e astronomia.
> Tutancâmon foi enterrado dentro de 7 caixas – como bonecas russas – cada uma criando uma camada a mais de proteção.
> Quando Tutancâmon sentava, abaixo, onde colocava os pés, existiam mesinhas onde seus inimigos estavam pintados, pois assim ele poderia pisar – figurativamente- nestes demonstrando soberania
> Existem diversas pinturas nos baús e cadeiras utilizados pelo Faraó onde ele, sozinho, exterminava seus inimigos. Algumas destas o retratam em forma de Esfinge. Apesar disso, Tutancâmon nunca participou de batalhas.

- Por 70 L.E – se estudante – você poderá visitar o saguão das Múmias Reais. Uma exposição fantástica e assustadora. Um total de 20 múmias dispostas na posição mortuária, com as pernas juntas e braços cruzados.

- Certos animais eram considerados sagrados no Egito Antigo. Alguns ainda eram traduzidos em divindades, figuras humanas com cabeça de animal. Temos Osíris – falcão, Anúbis – cachorro e outros.

- A tinta utilizada era produzida a partir de pedras – de acordo com a cor/tonalidade – e clara de ovo.

Espero ter, com essas descrições, ao menos instigado a sua curiosidade sobre essa civilização fazendo-o pesquisar um pouco mais sobre a mesma.

Em todo caso, nada supera a experiência presencial, fica aqui minha deixa para o próximo encontro.


Até Breve!

MELHORES FOTOS DO DIA



Praça central onde deu-se inicio a revolta contra a Ditadura no Egito.


Torre de Cairo


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DIA 4: MEMPHIS & SAQQARA

Agora, visitar as Pirâmides de Giza por si já é fantástico, porém, imaginem visitar o lugar onde tudo começou. Onde a primeira Pirâmide foi construída, onde o foi coroado o primeiro Faraó que uniu o Egito e onde o celebre Imhotep fez sua fama. Exatamente assim.

*Nota: se deseja conhecer o Egito por ordem cronológica, comece por Sakkara, Memphis e somente aí visite as Pirâmides de Giza e o Museu do Cairo.

Memphis:

Localizado na área rural da cidade, Memphis foi a primeira capital do Egito unificado. Dentro desta existe um pequeno sitio arqueológico destinado a Ramsés II. Ramsés II foi um famoso Faraó. Viveu até os 92 anos, uma idade avançada ainda nos padrões de hoje, tendo o maior dos reinados (63 anos). 
Durante os anos como Faraó, Ramsés II enfrentou grandes guerras e saiu vitorioso.




Neste mesmo sitio arqueológico é possível encontrar uma estátua de Ramsés II de quase 20 metros de comprimento. Suas feições e detalhes na escultura são de espantar, considerando quão antiga é. Seu lado esquerdo encontra-se deveras danificado devido a agua subterrânea quando a mesma tombou ao ser deslocada.



Ramses II com a coroa do Alto Egito

Ramses II com a coroa do Baixo Egito
Por entre as pernas do Faraó se encontra inscrita a Rainha Nefertari chefe de suas esposas. Ao lado da estátua, encontra-se uma tabua onde pode-se ver o Faraó fazendo oferendas a uma divindade enquanto veste a coroa do Alto Egito e do Baixo Egito.



Fora deste aposento, ainda no sitio arqueológico, encontra-se a segunda maior esfinge já encontrada. Acredita-se que pertença a 19 dinastia (1341-1200 B.C). Assim como a grande estátua de Ramsés II, a esfinge possui um de seus lados danificados devido a agua subterrânea ao permanecer bastante tempo soterrada.

Também é possível encontrar em outra área do sitio uma segunda estatua do Faraó, além de um sarcófago, a base de uma coluna com inscrições em hieróglifos e uma jarra preservada onde o antigo povo egípcio costumava fermentar a cerveja.

Saqqara:

Prepare-se, pois, você está para presenciar a história. Em Sakkara, uma região desértica da ‘Cidade dos Mortos’ encontra-se as origens da civilização egípcia!

A começar pela pirâmide mais antiga do mundo, e a primeira ser construída pelos egípcios, destinada ao King Djsoser que unificou o Alto e Baixo Egito. Neste mesmo local, o primeiro gênio revolucionário da humanidade, Imhotep, originou a construção de muros e monumentos em blocos.

*Nota: É estranho observar que um local tão importante como este tenha pouco movimento, se comparado as Pirâmides de Giza. Tudo isso efeito da propaganda, mas confie em mim, você não quer perder esta oportunidade se ama a história do Egito!


Você inicia o tour adentrando o mais antigo monumento erguido em blocos. Trata-se de um extenso muro que contornava todo o local e que agora apenas a entrada permanece de pé. Ao passar pela estreita porta, abre-se um corredor dourado por onde colunas erguem-se até dez metros do chão e terminam em um teto que o acompanha. Por entre as colunas, costumava existir estátuas do Rei Djoser.

*Nota: todo este lugar foi projetado pelo Arquiteto Imhotep, mais a frente irei retratar com clareza a importância dessa figura. Esqueça todos os filmes da múmia, e ouça sua verdadeira história.

Saindo deste corredor abre-se uma extensa área plana de frente para a pirâmide mais antiga do mundo. Neste local era realizado o encerramento da cerimônia anual onde o Faraó declarava-se apto a comandar o Egito. Normalmente, após a anunciação, o mesmo realizava uma exibição onde atirava quatro flechas nesta ‘arena’, em cada canto, simbolizando que este agora governava todos os hemisférios do Egito.




A tumba do Faraó localiza-se quase 30 metros abaixo do solo, onde um labirinto de corredores e escadarias foi projetado na intencão de prevenir possíveis roubos, estratégia que tornou-se falha pois muitas das tumbas foram violadas, apenas a de Tutancâmon foi mantida intacta, devido ao fato de, por sorte, encontrar-se abaixo de outra tumba construída posteriormente.

Atrás desta área aberta – mais ainda 'a frente da pirâmide – é possível ter uma extensa vista panorâmica de todo o complexo, até mesmo das subsequentes pirâmides ‘a serem construídas que estão no horizonte, incluindo a primeira pirâmide triangular do Egito.




Area a direita da suposta praca
A direita desta há um local danificado pelo tempo onde era realizada ‘a coroação do Faraó. O mesmo recebia a benção dos deuses, subia uma elevação (palco) e ali recebia a coroa do Alto Egito, em seguida, realizava uma volta no local mostrando seu poder até subir outra elevação (segundo palco) onde recebia a coroa do Baixo Egito.

*Nota: perto dali, em uma porta escondida, encontra-se uma câmara onde apenas estátuas dos deuses mais importantes eram postas e também onde se encontra preservadas as primeiras escrituras em hieróglifo.



Depois de visitar este incrível espaço e sentir no sangue a história do local, vá de encontro ao museu de Imhotep. Infelizmente não é permitido levar a câmera, tampouco tirar fotos com o celular, assim como no Museu de Cairo. Mas a riqueza lá dentro de detalhes e informações sobre esta civilização e sobre este gênio é indescritível.

Imhotep, ao meu ver, e do meu guia, foi o primeiro gênio da humanidade. Arquiteto das pirâmides e demais construções era o único homem que poderia ter seu nome registrado junto ou como os faraós (em símbolos - plaquetas - que representam a longevidade).

Este possuía muitos nomes, de Arquiteto ‘a Visionário, importante medico e escriba. Vale a pena fazer uma pesquisa em cima dele, estarei dando poucos detalhes por aqui comparado a tudo que ele foi.

*Nota: ao fazer qualquer tour guiado pelo Egito, não tenha vergonha e tire o gravador do bolso! Se for fanático pela história antiga como eu irá se espantar com a riqueza de detalhes e terá que lutar para lembrar-se de tudo!

Após conhecer mais sobre a história desta região, me senti bastante conectado com a humanidade e tive diversos insights que, se curioso o bastante, pode me perguntar nos comentários. Terei o prazer de compartilhar.


MELHORES FOTOS DO DIA
















FINALMENTES

Hoje foi meu último dia aqui no Egito. Amanhã, por volta das 7pm (saindo as 2pm para o Aeroporto) estarei me encaminhando de volta ao Brasil fazendo escala em Dubai.

Não poderia estar mais feliz de ter decidido passar por aqui. Apesar de ter me empolgado com as lembranças que comprei, gastando mais do que devia, não é comum passar apertos na região. Trazendo 2000$ consigo fará a verdadeira festa! –  Não foi meu caso.

O Egito é rico em sua história, e, apesar do choque que a cidade pode causar, não deixe isto prevalecer sobre a vontade de conhecer as origens da humanidade e civilização. Agendado tours e transporte com companhias renomadas como a TravCo e fazendo estadia por um preço acessível em resorts como o Pyramds Park Resort pode te afastar um pouco da experiência real – me sentia sempre em uma bolha ou um cubo de vidro onde ia – mas trará segurança e conforto para as suas férias.

Certamente te trará fora da sua zona de conforto tambem, mas de uma forma boa.
Sobre o Egito, digo apenas isso:  VA!

Próximos destinos (no meu retorno a região): Luxor & Alexandria. Deserto do Saara, 6 dias viajando 
pelos (6) Oasis.

Até logo e Obrigado !

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